Documentação de Datacenter e sua Importância

Neste artigo, vamos conhecer a importância de documentar um data center e quais são os benefícios de manter a documentação atualizada.    O artigo está dividido em três principais tópicos: Por que é importante a documentação de data center  O que é documentação de data center Benefícios de uma documentação de data center Itens que compõem uma documentação de data center Tenha uma boa leitura! POR QUE É IMPORTANTE A DOCUMENTAÇÃO DE DATA CENTER ? O crescente volume de dados e a demanda para acessar essas informações requerem uma infraestrutura de TI cada vez maior, com mais servidores, switches e racks. Portanto, manter a documentação do data center atualizada é fundamental. Mesmo nos casos em que você tenha aplicações em nuvem, é necessário manter sua documentação atualizada. O QUE É UMA DOCUMENTAÇÃO DE DATA CENTER ? A documentação ou as-built de um data center é de vital importância para as empresas e os funcionários que trabalham direta ou indiretamente em sua operação. Sem a documentação adequada e atualizada, atividades comuns, como a troca de um cabo de rede ou a simples localização de um servidor, se tornam tarefas demoradas e com grandes riscos! Imaginem o seguinte cenário: você vai até o data center para desconectar um cabo ou desligar um servidor de homologação, mas, devido a uma falha na documentação ou à falta dela, você acaba desconectando o servidor de produção! A falta de uma documentação adequada pode causar grandes dores de cabeça. No entanto, mesmo conhecendo os riscos de uma falha, muitas vezes essa etapa do projeto não é executada, ou pior, não é realizado um checklist para manter a documentação atualizada. Como resultado, uma simples mudança ou alteração de equipamentos ou configurações pode gerar uma falha na operação, levando a uma parada nos negócios da sua empresa. Em todo projeto, seja de movimentação de data center, organização ou realocação do data center, a documentação pode fornecer ao gestor de TI uma medida bastante detalhada de como cada ambiente deste data center foi implementado. Essa documentação contém informações concisas e detalhadas para que todas as equipes envolvidas (manutenção, utilização, operação) possam se comunicar. Não é porque você tem um ambiente de teste ou homologação que o mesmo não deve ser documentado. Da mesma forma que as redes lógicas e físicas de produção, DMZ e backup são importantes, a rede de homologação também deve ser documentada. Um dos segredos para o sucesso de um bom as-built é o comprometimento da equipe de movimentação e documentação de data center durante a execução da documentação, em alinhamento com as equipes de TI do cliente. Dessa forma, teremos um as-built de fácil interpretação para todos os envolvidos. Benefícios de uma documentação as-built no projeto do Data Center   Já ficou claro que a documentação do data center, ou as-built, é importante e necessária para qualquer empresa. É a maneira mais segura de manter seus serviços de TI e a operação do ambiente sem surpresas. Durante um projeto de construção ou reforma de um data center, que trará ganhos de performance e tecnologia, há diversos benefícios da documentação: Identifica e documenta todas as modificações e desvios do projeto original. Fornece recursos importantes para a manutenção e o planejamento futuro. Possibilita uma visão instantânea do projeto existente. Verifica e confirma os ativos, passivos e demais componentes existentes no projeto original, bem como aqueles adquiridos posteriormente. Acelera a tomada de decisão dos gestores de TI. Enriquece as reuniões de TI com informações e detalhes. Mantém a conformidade de TI. Esses são apenas alguns dos beneficios de se ter uma documentação de seu ambiente de TI Itens que compõem uma documentação do Data Center Já falamos sobre os benefícios da documentação do ambiente de TI, agora vamos apresentar alguns componentes que fazem parte de uma documentação. Existem diversos templates, tipos e modelos de documentos, planilhas e apresentações que podem compor um as-built, mas vamos nos ater aos principais: Planta baixa do data center: permite ter uma visão geral de como os racks e equipamentos de grande porte serão organizados dentro do data center. Bayface de origem e destino: também conhecido como (plano de face), traz informações sobre o posicionamento dos equipamentos (servidores, firewall, storage, roteador, switch) dentro dos racks, tanto no data center de origem quanto no futuro data center. Documentação dos servidores, switch, firewall, storage e ativos de rede: esse documento é responsável por fornecer informações sobre modelo, fabricante, tipo de equipamento, finalidade e demais informações pertinentes para o sucesso da operação do data center. Também é importante nos casos de projetos de movimentação, construção, reforma ou realocação dos servidores e ativos de rede. Topologia de interligação dos ambientes: por fim, temos a documentação da topologia de rede e data center. Esse levantamento ou assessment de TI garante que todas as conexões entre servidores, storages, switches, firewall, redundâncias de links de internet e demais ativos de rede sejam desconectados na origem e religados no destino sem complicações e dentro de uma janela de tempo acordada entre o departamento de TI e as áreas de negócio da empresa. Para a operação do data center, garante que qualquer problema ou instabilidade no ambiente de TI seja resolvido de forma rápida e sem grandes impactos nos demais departamentos da empresa ou em seus clientes. Com a documentação adequada, a empresa possui a ferramenta de comunicação mais importante para o gerenciamento do seu data center. No entanto, com certa frequência, percebemos que essa etapa do projeto é negligenciada. Profissionais de TI que trabalham diretamente em um data center devem saber quão atualizada está a sua documentação, se os registros do projeto implantado poderão ajudá-los a planejar o crescimento da estrutura e também oferecer um histórico de tudo que foi executado dentro do ambiente de TI. Essas informações deverão ser suficientes para que as tomadas de decisões sejam feitas da maneira mais segura e correta possível. Caso sua empresa tenha um ambiente de TI em nuvem ou virtualizado, saiba que a documentação é necessária e traz benefícios semelhantes. Está enfrentando

Sua empresa vai fechar as portas e a culpa é de TI – Parte 1

Resumo Executivo: A continuidade de negócios não é um “plano bonito no papel”; é a diferença entre atravessar um incidente com controle ou entrar em um ciclo caro de paralisações, perdas de faturamento e desgaste com clientes. Quando a empresa depende de sistemas, pessoas, parceiros e processos para operar, a TI precisa traduzir “funções vitais” em prioridades técnicas: o que não pode parar, o que pode degradar e o que pode recuperar depois. Este conteúdo organiza, em linguagem consultiva B2B, os pilares que sustentam continuidade de negócios nos serviços de TI: criticidade das informações com catálogo de serviços orientado ao negócio e documentação de ambiente como disciplina decisiva para reduzir tempo de recuperação. Pontos-chave Funções vitais: continuidade de negócios começa definindo o que mantém a empresa viva. TI alinhada ao negócio: catálogo de serviços orienta investimento, SLA e prioridades de recuperação. DR e contingência: decisões de RTO/RPO evitam “proteger tudo igual” e gastar sem foco. Documentação: sem inventário, topologia e procedimentos, o tempo de recuperação explode. Armazenamento seguro: documentação precisa estar disponível fora do site principal, preferencialmente em nuvem. Continuidade de negócios: por que um plano bem estruturado é vital O tema continuidade de negócios não é brincadeira. Empresas realmente vão à falência ou enfrentam períodos longos e pesados por ausência de um plano bem estruturado. Quando um evento relevante acontece, a pergunta muda de “qual foi a causa?” para “quanto tempo ficamos parados?”. E, em B2B, tempo parado significa pedidos não emitidos, atendimento degradado e confiança em queda. A continuidade de negócios existe para identificar e estabelecer estratégias de recuperação das funções vitais do negócio. Na prática, isso significa manter em operação as atividades essenciais e críticas à sobrevivência da empresa.